Diego Neves, 26 anos, estudante de
publicidade na capital do Espírito Santo é hoje réu em um processo sem
precedentes na história das ciências jurídicas na América Latina. O jovem é
acusado de ter levado a óbito a professora Ana Carolina Teixeira (19) por sufocamento
durante atos libidinosos.
O laudo médico aponta que a jovem Ana
Carolina teria sofrido asfixia após tentativa frustrada de ingerir o sêmen do
amigo que a acompanhava em um motel localizado as margens da rodovia ES010 em
Serra. Durante exame de verificação de óbito, constatou-se que o mesmo se deu
por Parada cardiorespiratória, ocasionada por broncoaspiração de secreção
fisiológica humana, compatível com líquido seminal.
O depoimento do publicitário vai ao
encontro das evidências periciais. No boletim de ocorrência Diego afirma que a
amiga engasgou após o ato ejaculatório e depois de um ciclo de tosse veio a
desfalecer. Ele ainda tentou a levar para o UPA (Unidade de Pronto Atendimento)
de Carapina mas a jovem já havia evoluído para óbito.

O advogado que representa os
interesses da família da jovem está processando Diego por dolo eventual.
Segundo a legislação penal brasileira o dolo eventual é um tipo de crime que
ocorre quando o agente, mesmo sem querer efetivamente o resultado, assume o
risco de produzi-lo.
O doutor Cristiano Menegucci disse a
reportagem que “o rapaz sabia que ela era uma moça de pouca experiência
e que o risco do engasgamento era eminente. Precisamos fazer justiça em relação
a esta prática tão nefasta que é a ejaculação não consentida na conclusão do
sexo oral”.
Caso seja condenado o jovem pode
pegar de três a oito anos de reclusão e ainda existe a possibilidade de uma
indenização de R$ 60.000,00 aos pais de Ana Carolina. Fica a advertência a quem
faz uso desta prática.
Fonte:
Camaçari em foco
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