Um estudo publicado nesta semana alega oferecer a primeira
lista cientificamente comprovada de motivos para o fim do mundo. Ou, como os
cientistas afirmam, “riscos globais com potencial impacto definitivo que, em
casos extremos, pode acabar com toda a vida humana.”
Por “impacto definitivo”, os autores Dennis Pamlin (da
fundação Global Challenge) e Stuart Armstrong do (instituto Future of
Humanity), se referem a riscos capazes de causar a extinção da humanidade ou
levarem a uma situação na qual a civilização caia em um estado de sofrimento
profundo do qual não consiga se recuperar.
1. Mudança climática
Os autores estimam que um aquecimento do planeta entre 4 e 6
ºC seria fatal para a sobrevivência humana.
Com grandes temperaturas, milhões de pessoas precisariam
sair de casa devido à elevação do nível dos oceanos, submergindo regiões
costeiras. A agricultura também seria gravemente afetada.
2. Guerra Nuclear
De acordo com os pesquisadores, apenas uma guerra nuclear
"muito especifica" poderia acabar com a humanidade. Bombardeios
isolados (como os dos Estados Unidos no Japão em 1945) seriam graves
catástrofes humanitárias, mas não extinguiriam os seres humanos.
Até mesmo guerras nucleares mundiais não teriam impacto
suficiente para isso. Um conflito que dizimasse Estados Unidos e Rússia, por
exemplo, afetaria menos de 2 bilhões de pessoas, o número mínimo de mortos para
comprometer a continuidade da espécie.
O problema de uma guerra desse tipo é o chamado "inverno
nuclear". Se muitas ogivas forem detonadas, as temperaturas do planeta
cairiam rapidamente, afetando a agricultura e tornando inviável a vida humana.
3. Pandemia Global
Assim como uma guerra nuclear, apenas uma pandemia muito
específica poderia acabar com a vida humana. A Peste Negra e a Gripe Espanhola,
por exemplo, mataram milhões de pessoas, mas não conseguiram extinguir a
civilização.
O problema é que apesar da medicina ter evoluído muito nos
últimos séculos, as distâncias mundiais ficaram mais curtas com a evolução dos
transportes, tornando mais simples que uma doença se espalhe pelo planeta. Além
disso, as grandes concentrações urbanas aproximaram as pessoas.
Mesmo uma pandemia mate a maioria da humanidade, ela
deixaria alguns sobreviventes, imunes à doença. Mas essas poucas pessoas teriam
bastante dificuldade para sobreviver sozinhas.
4. Catástrofe Ecológica
O relatório explica que uma catástrofe ecológica seria uma
"situação na qual um ecossistema sofre uma redução drástica, possivelmente
permanente, na capacidade de suportar todos os seus organismos, resultando em
extinção em massa."
Extinções em massa podem acontecer por uma série de razões,
como o aquecimento global, o impacto de um asteroide e até mesmo as emissões de
CO2.
5. Colapso do sistema global
Essa hipótese sugere um colapso do sistema político e
econômico mundial, gerada por "uma depressão financeira longa e profunda
com altas taxas de falência e desemprego; uma crise no comércio causada pela
hiperinflação; ou ainda um aumento na taxa de mortalidade por motivos
econômicos".
O estudo também cogita outras possibilidades para esse
colapso global, como uma grande explosão de ondas solares que destrua os
sistemas elétricos da Terra.
6. Impacto de um asteroide gigante
A colisão de corpos celestes com a Terra já causou a
extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos. Um impacto no futuro poderia
ter efeitos semelhantes.
7. Supervulcões
Assim como os asteroides, erupções vulcânicas já causaram
extinções em massa no planeta. Estima-se que uma erupção no período
Permiano-Triássico, há 250 milhões de anos, tenha extinguido 90% das espécies
da Terra na época.
As erupções poderiam causar o resfriamento do planeta e
atrapalhar a agricultura. Mas, apesar da impossibilidade de prevê-las, elas são
extremamente raras.
8. Biologia sintética
A criação de sistemas biológicos, incluindo vida artificial,
pode ser usada para o desenvolvimento de um supervírus ou bactéria que possa
ser mais infeccioso do que suas versões naturais, por exemplo.
O mais provável é que eles sejam criados como armas
biológicas, por exércitos e grupos terroristas para serem usados em guerras e
ataques.
9. Nanotecnologia
Nesta hipótese, o perigo está na possibilidade da revolução
tecnológica permitir que qualquer pessoa construa uma arma altamente
destrutiva, por exemplo.
"Uma hipótese do mau uso da nanotecnologia é a extração
rápida do urânio e separação dos isótopos, facilitando a construção de armas
nucleares", escrevem os autores.
10. Inteligência Artificial
Assim como Bill Gates e Elon Musk, o relatório se preocupa
com a possibilidade de avanços exponenciais na inteligência artificial. Assim
que programas de computadores conseguirem aprender a programar sozinhos, eles
poderiam usar essa tecnologia para se atualizarem, causando uma espiral
infinita de superinteligência. Se a inteligência artificial continuar amistosa
aos humanos, ela pode ser benéfica. Mas existe o risco que ela queira nos
destruir um dia.
11. Políticos incompetentes
A maioria dos problemas enumerados até agora precisaria de
um esforço coordenado entre governos nacionais para ser solucionada.
A mudança climática é o exemplo mais concreto desse
problema, mas no futuro, fatores como nanotecnologia e a regulação da inteligência
artificial podem precisar de um esforço mundial para ser controlados.
O problema é que tentativas de cooperação entre diferentes
forças políticas podem até aumentar os problemas que eles planejam superar.
12. O desconhecido
Os primeiros 11 itens da lista são riscos conhecidos para a
humanidade. Mas existem outros perigos, que podem gerar graves consequências
para a humanidade, que ainda são desconhecidos por nós. Fendas espaço-temporais,
zumbis, extraterrestres, monstros, sharknados... quem sabe qual pode ser a
próxima ameaça?
Fonte: Info
Curta! Comente! Compartilhe!
Nenhum comentário:
Postar um comentário